sexta-feira, 7 de dezembro de 2012


Não existe nada pior que uma confiança quebrada.
O pé ta sempre atrás e qualquer coisa que acontece fora do comum é motivo pra já ficar alerta.
Isso me deixa triste e insegura. E o pior ainda é brigar, expor a ferida de novo, quando a ferida ainda está aberta, qualquer esbarrão sem querer, faz parecer que enfiaram o dedo nela. E com dor ninguém mede as consequências dos atos.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sobre a nostalgia...


Esbarramos no corredor e ela estava correndo, só deu tempo de dizer "Entra lá na sala, minha família já está lá". Foi nesse momento que eu soube, tudo ali seria nostálgico.
O corredor que dava entrada para a sala mostrava a figura de um homem. Fazia tanto tempo que não o via pessoalmente e nesse tempo tanta coisa mudou nele.
Cumprimentei a mãe, a amiga e então ele. Um beijo no rosto seguido de um abraço rápido, mas pelo abraço pude sentir um certo tremor por parte dele.
Estávamos ali, adultos, um na frente do outro, sem nenhum ressentimento ou pessoas que poderiam privar qualquer forma de demonstração de sentimentos, depois de 6 anos.
A apresentação começou, terminou e ai fomos todos jantar, como antigamente, juntos.
Durante o jantar conversas sobre como as coisas estão hoje, sobre todas as mudanças, sobre os planos de vida... No meio das conversas, olhares que se encontravam por breves segundos e na sequência fugiam um do outro. Tudo tão estranhamente íntimo e distante, mas ainda assim, horas muito agradáveis. Me desliguei de verdade dos pensamentos ruins que ás vezes vem me visitar durante o dia.
Era inevitável que algumas memórias surgissem durante esse tempo juntos ali na mesa. Nada que pertubasse a paz de ninguém, só as que nos faziam rir.
Hora de ir embora. Uma carona até o metrô. Chegando lá ele, como sempre cavalheiro (não perdeu o jeito com o tempo), me acompanhou até a entrada do metrô. Mas no meio desse caminho havia um farol, que não sei se foi por ironia do destino, resolveu fechar, nos deixando ali sozinhos e lado a lado. Nesse momento não falamos nada, só nos olhamos. Não havia nada que precisasse ser dito ali, era só nós ali, depois de tanto tempo e muita nostalgia.
Para não correr o risco que nada fosse realmente dito, acabei falando qualquer bobeira e rimos juntos. O farol abriu. Caminhamos conversando sobre como a segunda-feira é sonolenta, depois de um bocejo meu, e chegamos à entrada do metrô.
Então o abraço de despedida foi mais longo, como se estivessemos matando a saudade só ali naquele momento. Um beijo no rosto e um tchau.
Segui descendo a escada e não me atrevi a olhar para trás.